Foram aprovadas hoje pelo Comité de Coordenação Internacional do Programa Científico “O Homem e a Biosfera” (Man and Biosphere) – MAB da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que reuniu em Lima, no Peru, as duas candidaturas portuguesas a reserva da biosfera: a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Tejo/Tajo Internacional, apresentada por Portugal e Espanha, e a Reserva da Biosfera Fajãs de S. Jorge, nos Açores.

A Reserva da Biosfera Tejo/Tajo Internacional é a terceira Reserva da Biosfera Transfronteiriça existente entre Portugal e Espanha. A primeira Reserva da Biosfera Transfronteiriça foi aprovada em 2009 e localiza-se no Gerês – Xurés, e a segunda, a da Meseta Ibérica, foi aprovada em 2015 e localiza-se no nordeste transmontano.

Com a aprovação destas duas candidaturas, Portugal passa a contabilizar um total de dez Reservas da Biosfera, num universo de mais de 600, repartidas por 119 Estados-membros, a nível mundial.

As Reservas da Biosfera são áreas classificadas, representativas dos principais ecossistemas mundiais (terrestres, marinhos e costeiros), estabelecidas pelos Estados-membros da UNESCO e reconhecidas pelo Programa MAB. São territórios promotores de um desenvolvimento sustentável, com base na ciência e nos esforços das comunidades locais, contribuindo para a redução da perda da biodiversidade, a partir de uma abordagem científica, ambiental, social e de desenvolvimento, sendo que as leis em vigor são as existentes em cada um dos Estados-membros.

A Reserva da Biosfera do Boquilobo viu também aprovado o seu pedido de alargamento do território, passando agora a integrar o Município de Torres Novas, para além da Golegã. Este alargamento irá imprimir uma nova dinâmica neste território, o primeiro em Portugal a integrar a Rede Mundial de Reservas da Biosfera, em 1981.   

Espera-se que estas novas Reservas da Biosfera portuguesas, assim como o alargamento da Reserva da Biosfera do Boquilobo, permitam um maior trabalho em rede entre as reservas da biosfera lusas e a nível internacional, permitindo um plano de ação conjunto que vise sobretudo conciliar a conservação e preservação da natureza com a atividade humana, assente numa estratégia de desenvolvimento económico sustentável destas regiões, envolvendo de forma ativa as populações locais. 

Lisboa, 19 de março de 2016