O ataque desta madrugada a capacidades de armamento químico da Síria foi conduzido por três países amigos e aliados de Portugal, os Estados Unidos, a França e o Reino Unido. Foi uma operação militar circunscrita, cujo objetivo foi infligir danos à estrutura de produção e distribuição de armas que são estritamente proibidas pelo direito internacional.

Portugal compreende as razões e a oportunidade desta intervenção militar. O regime sírio deve assumir plenamente as suas responsabilidades. É inaceitável o recurso a meios e formas de guerra que a humanidade não pode tolerar.

Portugal reafirma a necessidade de evitar qualquer escalada no conflito sírio, que gere ainda mais insegurança, instabilidade e sofrimento na região. Como o Secretário-geral das Nações Unidas e a União Europeia têm repetidamente insistido, todas as partes devem mostrar abertura para investigações independentes que possam apurar e punir responsabilidades por crimes de guerra; e devem mostrar contenção no uso da força e empenhamento na procura de uma solução política, negociada e pacífica, para o conflito na Síria, que representa hoje uma muito séria ameaça à paz e segurança no mundo.

Lisboa, 14 de abril de 2018