1. A nota publicada em nome do Grupo Parlamentar do PSD, intitulada "Crise na Venezuela, MNE ausente de reunião do Grupo de Lima" enferma de manifesta ignorância e má-fé.
  2. Nem Portugal nem qualquer outro país europeu pertencem ao Grupo de Lima, que compreende apenas países americanos. O Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) português não pode participar em reuniões de Grupos a que Portugal não pertence.
  3. O Grupo de Lima tem convidado países europeus, entre os quais Portugal, a fazerem-se representar, como observadores, em algumas das suas reuniões. Sempre que é convidado, Portugal faz-se representar pelo seu embaixador ou embaixadora acreditado/a no país em que se realiza a reunião. Assim aconteceu em Otava e Bogotá. Na reunião em Santiago apenas participaram o Equador e a União Europeia, enquanto co-presidências do Grupo de Contacto Internacional. Nenhum outro país não pertencente ao Grupo de Lima foi convidado. Na reunião do Grupo de Lima que teve lugar a 3 de maio não houve convites a países europeus, o que se compreende, dada a urgência com que esta reunião foi convocada.
  4. Uma das decisões da reunião de 3 de maio do Grupo de Lima foi pedir uma reunião conjunta com o Grupo de Contacto Internacional - esse sim, um grupo em que Portugal participa e a cujas reuniões ministeriais tem ido sempre o MNE (a próxima é a 6 e 7 de maio em San José, e o MNE está mais uma vez presente).
  5. Resumindo: o MNE não participa nas reuniões do Grupo de Lima, porque Portugal não pertence a esse Grupo, unicamente de países americanos. O MNE não participou na alegada reunião conjunta entre o Grupo de Lima e o Grupo Internacional de Contacto, pela simples razão de que ela... não existiu.
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