Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros, esteve em Paris nos dias 19 e 20 de janeiro acompanhado pelo Secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, numa missão de diplomacia económica que descreveu como “muito importante porque a internacionalização da economia portuguesa é um dos motores do crescimento da economia e do emprego”.

No dia 19, Augusto Santos Silva reuniu-se com empresários e investidores da diáspora, com atividade em França e Portugal. O Ministro deu ainda uma entrevista à Radio Alfa, uma voz essencial da comunidade portuguesa, e uma entrevista à Lusapress.

O Secretário de Estado visitou a Bijorhca - Feira Internacional de Joalharia, e a Who's Next - Feira Internacional de Moda, no centro de exposições da Porta de Versalhes, nas quais estiveram presentes cerca de duas dezenas de empresas portuguesas.

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No dia 20, Santos Silva e Eurico Brilhante Dias visitaram a feira Maison & Objet, no Parque de Exposição de Paris Nord Villepinte, onde estão representadas mais de 100 empresas portuguesas dos setores do mobiliário, têxteis-lar, decoração, iluminação, acessórios e cozinha.

No evento, em declarações, Augusto Santos Silva defendeu que os setores do mobiliário e dos têxteis-lar são "exemplos da modernização" em Portugal e que o país representa "mais valor acrescentado".

"No setor têxtil-lar, Portugal está entre os dez países mais exportadores do mundo, e no secor mobiliário estamos entre os 20 países mais exportadores do mundo. Portanto, já não é baixos salários, já não é baixos custos de produção, é sobretudo mais valor acrescentado", afirmou.

"Essa ideia antiga de que Portugal exportava, sobretudo, cortiça ou calçado ou vestuário, é uma ideia cada vez menos adequada à realidade", defendeu.

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Relativamente às exportações, Augusto Santos Silva explicou que a França é o segundo cliente de Portugal e que Portugal é o 15.º fornecedor da França, apontando como principais grupos de produtos ou serviços exportados para França as viagens e o turismo, os veículos e outros meios de transporte, os serviços ligados aos transportes e as máquinas e aparelhos.

Na Maison & Objet, "uma feira importantíssima" da fileira casa, em que "Portugal está entre os cinco países mais representados", o ministro salientou que "os setores que tradicionalmente são fortes nas exportações portuguesas modernizaram-se muito e são, aliás, dos setores que mais se modernizaram em Portugal e mais se adaptaram às novas competições da competição internacional".

"Justamente, os dois setores principais que estão aqui presentes, o mobiliário e o têxteis-lar, são exemplos desta modernização", continuou, acrescentando que "o conjunto da fileira casa significa hoje em Portugal 3,5% das exportações, significa mais de 6.000 empresas, mais de 42.000 postos de trabalho diretos, e exportações no valor anual superior a 1.700 milhões de euros".

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