O Ministro dos Negócios Estrangeiros participou, no dia 21 de janeiro, na Reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros do Diálogo 5+5, que decorreu em Argel (Argélia).

MNE Dialogo 55

No encontro, os Ministros dos Negócios Estrangeiros debateram em plenária os temas: desenvolvimento económico e social inclusivo e partilhado; juventude e emprego; migrações; e desenvolvimento sustentável. O terrorismo, a imigração e o estatuto de Jerusalém foram algumas das questões que marcaram a reunião dos chefes da diplomacia.

Na sua intervenção, Augusto Santos Silva defendeu as parcerias de investimento, salientou também quão crítica é a questão das migrações e apresentou a candidatura de António Vitorino à Organização Mundial das Migrações.

Na declaração final do encontro, os ministros criticaram a recente decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e de transferir a embaixada norte-americana, atualmente instalada em Telavive.

A par da questão palestiniana, a instabilidade na Líbia e a guerra na Síria foram outros dos grandes temas em cima da mesa deste fórum, em que foram igualmente discutidas fórmulas e projetos para combater a retórica ‘jihadista’ e a possível reintegração daqueles que foram seduzidos pelo discurso extremista.

Neste sentido, os ministros do grupo “Diálogo 5+5” introduziram um parágrafo na declaração final em que “incentivam o intercâmbio de experiências no campo da prevenção da radicalização e da luta contra o extremismo violento e o terrorismo".

Os ministros abordaram também a imigração irregular e as áreas do emprego jovem e do desenvolvimento económico e social inclusivo e sustentado, matérias que, na opinião de todos, são o caminho apropriado para derrotar o discurso ‘jihadista’.

O Diálogo 5+5 é um fórum do qual fazem parte vários países da área alargada do Mediterrâneo Ocidental: a norte Portugal, Espanha, França, Itália e Malta; a sul Argélia, Líbia, Marrocos, Mauritânia e Tunísia.

O grupo foi instituído em julho de 1990, com o objetivo de reforçar o diálogo político e a cooperação em áreas de interesse comum entre os países da bacia ocidental do Mediterrâneo e promover o desenvolvimento económico do Magrebe.