O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, fez uma intervenção na sessão de abertura do Fórum dos Graduados Portugueses no Estrangeiro (GraPE) 2017, que teve como tema geral “Progresso e Desafios numa Nova Era” e teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian.

Na sua intervenção, Augusto Santos Silva pediu aos jovens académicos portugueses emigrados para contribuírem para promover Portugal no mundo e participarem na internacionalização do país através da inovação.

“O vosso desafio é continuarem a ser tão inovadores, abertos e cosmopolitas como as gerações anteriores” de emigrantes portugueses, disse o ministro aos jovens reunidos em Lisboa.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros apoiou a sua intervenção em dados do mais recente Relatório da Emigração, apresentado hoje pelo Observatório da Emigração, para apontar os principais indicadores e tendências da emigração portuguesa.

GraPE

Segundo estimativas citadas pelo ministro, só em 16 dos 194 países membros da ONU não há portugueses registados como residentes.

“Há neste momento portugueses a residir em 178 países diferentes do mundo”, disse Santos Silva, acrescentando que esta é “uma boa medida do nível de dispersão da diáspora”, mas também “da capacidade de adaptação” dos portugueses.

A emigração, uma “constante histórica desde o séc. XV”, tem registado mudanças, quer quanto aos países de destino, quer quando à idade e ao perfil dos emigrantes, quer quanto ao mundo em que se movimentam, explicou.

“Uma mudança que vocês espelham melhor que ninguém”, disse o ministro ao auditório composto quase exclusivamente por jovens altamente qualificados emigrados em diferentes países do mundo, com destaque para a Europa.

Augusto Santos Silva considerou que os muitos portugueses na Europa, que nos últimos anos se constituiu destino principal de emigração, “já não são tecnicamente emigrantes”, vivendo “num espaço de estudo e trabalho supranacional que é a União Europeia” e para quem “a referência geográfica é o mundo”.

Nesse sentido, frisou o ministro, estes portugueses estão numa posição privilegiada e têm “um papel absolutamente essencial” no combate às divisões que ameaçam a Europa.

Cabe-lhes também, defendeu, contribuir para uma promoção de Portugal no mundo que permita atrair “mais investimento, mais visitantes e mais residentes” e ajudar a construir a internacionalização em diferentes domínios, designadamente na inovação.

Com Lusa