O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, foi o orador convidado das comemorações solenes do 107.º aniversário da Universidade do Porto, instituição que frequentou enquanto estudante e também como professor. A sessão teve lugar no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto, no dia 22 de março.

Durante a sua intervenção, o Ministro falou da imagem do país, referindo as áreas nas quais Portugal se destaca, comparando com outros países. "[Portugal] é um país com insuficiências estruturais - parece-me evidente - que tem tido um percurso dinâmico, mas tem posições de liderança internacional em áreas-chave como por exemplo a segurança, a integração de estrangeiros e migrantes, o sistema público de saúde, as energias renováveis ou a modernização administrativa", enumerou o governante na sua intervenção.

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Foto: Universidade do Porto

"Há uma certa tentação nossa de não querer ver os domínios em que vamos à frente", lamentou Augusto Santos Silva para, de seguida, argumentar: "Há domínios em que Portugal está mesmo no cume do topo".

Em causa estão as áreas da paz e da segurança nas quais, segundo o ministro, "Portugal é o terceiro melhor classificado e o primeiro da União Europeia", enquanto na qualidade de políticas de integração, o país está, acrescentou, "em segundo atrás da Suécia".

"Mas é verdade que ainda temos muito que progredir nas condições proporcionadas para os negócios", admitiu antes de traçar a posição de Portugal ao nível da sua geoeconomia, frisando a presença do país na Europa e no Norte de África e "crescentemente" na América Latina.

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Foto: Universidade do Porto

"Somos os maiores produtores mundiais de cortiça. Isso sabe seja qual for a geração e a escola. Também somos os maiores produtores mundiais de azeite, mas se calhar não sabemos isso. E estamos entre os dez maiores produtores e exportadores de moldes, pavimentos cerâmicos e entre os 30 maiores na área da farmacêutica", descreveu Augusto Santos Silva.

De acordo com o governante, que citou os registos consulares, existem "naturais de Portugal ou portugueses não naturais de Portugal ou filhos de portugueses" em 178 países diferentes.

Isto traduz-se num total de 5,7 milhões de pessoas, descritas pelo ministro dos Negócios Estrangeiros como "embaixadores naturais do país".

"Somos um país europeu democrático e desenvolvido, geo-historicamente situado em vários espaços, com ligações históricas a todo o mundo e com um elemento muito importante: a formação de comunidades portuguesas no mundo", frisou.

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Foto: Universidade do Porto

Lusa