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Ministro dos Negócios Estrangeiros visita comunidade lusa na Venezuela

No dia 7 de janeiro de manhã, no âmbito da sua visita à Venezuela, o Ministro dos Negócios Estrangeiros visitou as obras do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Carrizal, Los Teques, que está a ser construído pela comunidade portuguesa. Durante o encontro, Augusto Santos Silva ouviu as preocupações da comunidade, mas também a sua esperança e o seu empenhamento num futuro melhor.

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"Há oito anos que a comunidade, com os seus recursos, com os fundos que angaria, está a levantar um santuário que uma vez terminado será lindíssimo e será um local de culto muito importante. E já hoje o é, porque já hoje se realizam [lá] as cerimónias religiosas, e no futuro será também um lugar não só de culto como de cultura, o que é uma combinação excelente", afirmou Augusto Santos Silva em entrevista à agência Lusa.

Na mesma manhã, o Ministro visitou também o Lar da Terceira Idade Padre Joaquim Ferreira, onde apreciou a qualidade dos cuidados prestados a sete dezenas de idosos. "O lar da responsabilidade da Sociedade das Damas [Portuguesas], das senhoras que se organizam e apoiam a terceira idade, um lar de idosos que acolhe hoje mais de 70 pessoas, com condições ótimas, [mas] também com as suas dificuldades, precisando do apoio, mas concretizando no dia a solidariedade que é a grande força humana", disse o governante.

Depois dos encontros, Augusto Santos Silva prestou declarações à agência Lusa, em Caracas, onde constatou as dificuldades que se vivem na Venezuela. "Infelizmente vivemos tempos muito difíceis. A Venezuela está hoje com muitas dificuldades e essas dificuldades sentem-se em toda a gente, mas a comunidade portuguesa – porque os portugueses têm muita atividade no pequeno comércio, na distribuição, na pequena indústria – é a primeira não só a perceber que há dificuldades, como a sentir os efeitos dessas dificuldades", afirmou.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal referiu também as impressões com que ficou da comunidade luso-venezuelana. "São três impressões: boa integração; muitas dificuldades atuais, que todos esperamos que sejam passageiras, mas para que sejam passageiras é preciso sensatez, cuidado, apoio, moderação, sentido da realidade; e uma enorme solidariedade que anima as pessoas", disse o governante.

Por outro lado, sublinhou ter confirmado "o profundo enraizamento" dos portugueses na sociedade venezuelana, uma comunidade que se integra “muito bem, sem nunca esquecer o país de onde veio e o país que também é seu”.

Das impressões, a "mais forte e que dá toda a razão para a esperança, é a enorme solidariedade entre as pessoas".