Portugal vai integrar a Organização Internacional da Francofonia, por proposta de França, que passará também a fazer parte da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), anunciaram a 4 de janeiro, em Lisboa, os chefes das diplomacias dos dois países.

Jean-Yves Le Drian, ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros francês, que interveio no Seminário Diplomático no dia 4 de janeiro, apontou a “tradição francófona em Portugal” e “a importância atribuída historicamente à língua francesa no ensino português”, a par do “lugar importante” atribuído à língua portuguesa em França, como fatores que fazem com que pareça “paradoxal que Portugal esteja ausente da Organização Internacional da Francofonia e, da mesma forma, França não esteja presente na CPLP”.

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“É um assunto em relação ao qual decidimos fazer progressos para que as nossas organizações nos recebam de forma cruzada, porque não são apenas organizações de defesa da língua, mas que levam a diferentes continentes os nossos valores, os nossos princípios de diálogo, de cooperação e de solidariedade e que constituem um instrumento diplomático de primeira linha”, disse o ministro francês.

“A diversidade linguística é uma riqueza […] e, portanto, um trabalho conjunto no sentido de potenciar a influência global de outras línguas europeias […] é um trabalho do maior interesse para Portugal”, explicou à imprensa o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, após o encontro que manteve em Lisboa com o homólogo francês.

“Já trabalhando num lado prático, na cooperação entre o Institut Français e o Instituto Camões […] temos todo o interesse em trabalhar também com os franceses. Porque a diversidade é uma riqueza e a diversidade linguística é uma riqueza por maioria de razão”, afirmou o ministro português.

Com Lusa