O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas referiu que a criação do prémio literário Imprensa Nacional – Ferreira de Castro visa prestar “homenagem ao esforço, trabalho e dedicação” dos portugueses e lusodescendentes, que no exterior contribuem para o engrandecimento de Portugal e, também, valorizar e difundir o património cultural em língua portuguesa.

O governante falava, a 20 de fevereiro, na cerimónia de apresentação do prémio que resulta de uma parceria entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM).

Recordando o percurso de vida de Ferreira de Castro, escritor nascido em Oliveira de Azeméis e que emigrou para o Brasil com 12 anos, José Luís Carneiro classificou o autor de “A Selva” e “Emigrantes” como um exemplo de superação.

“Foi uma personalidade de referência na literatura portuguesa”, cuja obra se desenvolveu muito a partir da sua experiência como emigrante. Criar este prémio é também “Reconhecer e valorizar o homem, nas suas forças e fraquezas, o emigrante que parte e que regressa, e toda a sua capacidade transformadora, quer nas sociedades de acolhimento, quer nas comunidades de partida.

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O Secretário de Estado terminou a sua intervenção, formulando votos para que o prémio literário possa trazer para o papel os “textos que os portugueses extraordinários que moram no Mundo têm nos seus espíritos”.

Presente na apresentação do prémio, o presidente da INCM, Gonçalo Caseiro referiu que a entidade que dirige editou, em 2018, mais de 100 livros e tem como objetivo enriquecer a oferta livreira em língua portuguesa.

Classificando Ferreira de Castro como uma “figura ímpar”, Gonçalo Caseiro recordou o modo profundo como o escritor analisava o mundo que o rodeava. “O nome do escritor adequa-se muito bem a este prémio, que desejamos que tenha muito sucesso junto das comunidades”, observou.

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Detalhes sobre o prémio

As candidaturas poderão ser realizadas entre 1 de abril e 30 de maio, mediante a apresentação de textos de ficção, poesia ou ensaio em língua portuguesa. As obras deverão ser inéditas e poderão ser da autoria de cidadãos portugueses ou lusodescendentes residentes no estrangeiro. O júri será composto pelos professores universitários Carlos Reis e Fátima Marinho e pela editora-chefe da Imprensa Nacional Casa da Moeda, Paula Mendes. O vencedor do prémio contará com um prémio pecuniário e a possibilidade de edição da obra por parte da INCM.

Mais informação:

https://www.portaldascomunidades.mne.pt/pt/destaques/815-premio-imprensa-nacional-ferreira-de-castro

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