Dez novos municípios, situados na Região de Coimbra, passaram a integrar, no dia 15 de fevereiro, a rede de Gabinetes de Apoio ao Emigrante (GAE).

Esta resposta de proximidade, criada por via de parcerias entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e os municípios portugueses, passa assim a estar a disponível para mais cidadãos, disponibilizando serviços para aqueles portugueses que residem no estrangeiro, para os que já residiram, mas regressaram a Portugal, mas também para quem deseja partir para o estrangeiro.

Na cerimónia, realizada nas instalações da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas referiu que os GAE já estão protocolados com 153 câmaras municipais e quatro juntas de freguesia, tendo gerado 30 mil atendimentos e três mil processos em 2018.

“Cada vez mais cidadãos que saíram durante a crise ou que saíram de Portugal na década de 60 desejam regressar e estas unidades de trabalho criadas com os municípios constituem portas de entrada e de regresso no país”, vincou.

Entre os assuntos tratados em 2018 contam-se processos relativos a pedidos de apoio relacionados com pensões, Segurança Social, recuperação de direitos sociais, acesso aos cuidados de saúde primários ou legalização de viaturas, entre outros.

O governante referiu que será ainda muito importante o envolvimento ativo dos autarcas dos municípios que agora aderiram à rede de gabinetes de apoio ao emigrante, tendo em vista a rápida e efetiva operacionalização destes serviços.

Na sessão, realizada em Coimbra, subscreveram o acordo os presidentes das Câmaras Municipais de Cantanhede, Condeixa, Góis, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penela, Penacova, Soure e Tábua.

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Em nome da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, o seu presidente, João Ataíde, referiu a importância da disponibilização de serviços qualificados aos cidadãos emigrantes e lusodescendentes. “É fundamental que haja a disponibilidade e preparação para quando um cidadão lusodescendente contacte com a nossa administração, seja bem acolhido e as questões e desafios que nos coloca sejam bem resolvidos”, notou. O também autarca do município da Figueira da Foz manifestou o orgulho dos municípios da região na sua identidade e na sua história e a vontade em reforçar a vinculação com os cidadãos emigrantes e lusodescendentes com o território. “Queremos fazê-lo por via do bom acolhimento aos nossos concidadãos que vivem no estrangeiro, mas também através da atração de investimento”, notou, mostrando a disponibilidade dos agentes do território para colaborar com as autoridades portuguesas e com a rede diplomática e consular, tendo em vista alcançar esse desígnio.

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