A Coligação para o Sahel reuniu ontem mais de 50 países e organizações, numa videoconferência online, onde Portugal esteve representado pela Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro.

“A situação de instabilidade no Sahel tem implicações locais e regionais,  mas igualmente no plano global, por isso é tao  importante uma resposta de fôlego internacional”, disse Teresa Ribeiro no final da reunião, participada por vários ministros dos negócios estrangeiros de um conjunto muito alargado de países africanos, de Estados membros da União Europeia, dos EUA, Noruega, Canadá, Reino Unido,  representantes das Nações Unidas (ONU), Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), União Africana, Banco Mundial e Banco Africano de Desenvolvimento.

Na reunião abordou-se a estratégia multidimensional de longo termo, que Portugal apoia de forma muito comprometida, para que se possam promover as condições de desenvolvimento socioeconómico, o Estado de direito e o respeito pelos direitos humanos na região do Sahel.

Teresa Ribeiro salientou a importância de os países da região se apropriarem dessa vontade de mudança, porque “se essa apropriação não existir, seguramente que a estratégia – e esta coligação – não alcançarão os resultados desejados”

A Coligação para o Sahel foi lançada durante a Cimeira de Pau, em janeiro, numa iniciativa conjunta do Presidente francês, Emmanuel Macron, e dos chefes dos Estados que integram o G5-Sahel, e cuja presidência atual é da Mauritânia.

O objetivo é aumentar o apoio à segurança, à estabilidade e ao desenvolvimento da região do Sahel - uma zona afetada pelo terrorismo, instabilidade e pelas consequências das alterações climáticas.

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